25 de julho de 2011

Criticar a arbitragem é não reconhecer os erros

O Atlético entrou em campo contra o Vasco pressionado e precisava de uma vitória para tentar sair da posição próxima a zona de rebaixamento. O time no início do primeiro tempo parecia que poderia conseguir um resultado positivo com boa movimentação de Caio, Daniel Carvalho e a referência de Jonatas Obina no ataque.

Porém, o lado esquerdo era falho com Guilherme Santos, de onde saiu a jogada do primeiro gol, aproveitando o cruzamento de Éder Luis que encontrou o ex-atleticano Diego Souza na área. O Galo tentou reequilibrar no fim do primeiro tempo no empate de Magno Alves e depois teve duas chances com bolas aéreas na defesa vascaína.

No segundo tempo, o Vasco foi superior, mandou na etapa complementar, teve duas bolas na trave. O zagueiro Réver cometeu um pênalti – contestado a bola bateu próximo ao ombro – que o goleiro Giovanni defendeu o chute de Alecsandro. Minutos depois, o meia Bernardo que entrou no lugar de Julinho aproveitou um vacilo do lateral-direito Patric e foi derrubado fora da área por Leonardo Silva, mas o árbitro Edivaldo Elias marcou pênalti. O meia-atacante Diego Souza marcou e decretou a vitória do Vasco.

Falar de arbitragem é esconder os erros

Tanto o técnico Dorival Júnior e o diretor de futebol Eduardo Maluf criticaram severamente a arbitragem, além do presidente Alexandre Kalil por meio do twitter. Creio que é uma posição equivocada dos três e ao mesmo tempo não reconhecer os vários problemas do Galo. O time contratou 19 jogadores, e mesmo assim não tem padrão de jogo, equipe-base formada e alguns atletas que não têm qualidade técnica para vestirem a camisa do Atlético.

18 de julho de 2011

Falta identidade na Seleção Brasileira

A eliminação do Brasil nos penâltis para o Paraguai serviu para que o técnico Mano Menezes reflita sobre algumas posições e jogadores convocados para a Copa América e que podem ser trocados em futuras listas nos amistosos que ainda disputaremos neste ano contra Argentina (dois jogos: aqui e lá), Alemanha, Espanha e Itália.

É notório que o time do Brasil falta maturidade, entrosamento e objetividade em certos momentos do jogo. A equipe na Copa América teve um maior período para treinar e Mano pode analisar quem são esses jogadores que terão a responsabilidade e pressão de jogar a Copa do Mundo em 2014 no Brasil.

Precisamos ter a consciência que há muito tempo não entramos mais em campo com a vitória e classificação garantidas como em outros momentos áureos do futebol brasileiro.

Na partida contra o Paraguai, o Brasil não mostrou um futebol decisivo. A Seleção evolui partida por partida na Copa América, mas ontem teve cerca de 20 chances de gols e não foi eficaz e muito menos mostrou qualidade na finalização para resolver a partida nos 90 minutos.

O time criou e teve um adversário que abdicou de jogar, covarde, que atuou a partida inteira pensando na prorrogação e levar o duelo para os pênaltis. Nas "cobranças livres alternadas" como dizem alguns saudositas o Paraguai teve mais competência, marcou duas vezes e o Brasil errou os quatro penâltis batidos: Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred.

Titulares até quando?

Sinto ainda no Brasil uma falta de identidade dos jogadores, talvez, por até aqui ter visto muitos craques com a camisa amarela e que mudavam a história dos jogos em campo. Ontem, no banco de reservas nenhum jogador que entrou fez grande diferença. Além disso, faz falta um atacante que impõe respeito na parte ofensiva.

Algumas posições e jogadores precisam ser analisados com critério para convocações contra Argentina, Alemanha e Itália:

- Zagueiro Lúcio passou o tempo com a camisa da Seleção, apesar de ainda ser um grande jogador;
- A dupla de volantes: Lucas Leivas e Ramires não encaixaram nesse meio-campo;
- Alexandre Pato não é o atacante para jogar com a camisa 9;
- André Santos na lateral-esquerda é contestado;
- Esquema com três atacantes não deu certo com o posicionamento de Robinho na esquerda, Neymar direita e Pato centralizado.

Vamos esperar a próxima convocação de Mano Menezes. Mesmo com todos os apontamentos, creio que não seja hora de "caça às bruxas", mas de avaliações, testes e experiências, lembrando que a próxima competição é a Copa das Confederações e não disputaremos as Eliminatórias.